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Gerontologia Social

BEM-VINDO AO BLOG DE GERONTOLOGIA SOCIAL

Gerontologia Clínica

Esta página surge no âmbito das Unidades Curriculares de Gerontologia I, Antropologia e Saúde Mental Comunitária/Envelhecimento na Comunidade Urbana do 1º e 2º ano da Licenciatura em Gerontologia Social da Escola Superior de Educação João de Deus, dirigida pelo Professor Doutor Joaquim Parra Marujo, tendo como finalidade  abordar temas relacionados com o envelhecimento e com a velhice, assim como os diversos aspectos da exclusão social.

Este Blog pretende também abordar diversos temas no âmbito da Pós-Graduação em Gerontologia Clínica da Escola Superior de Educação João de Deus, dirigida igualmente pelo Doutor Joaquim Parra Marujo.

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Gerontologia: Envelhecimento ativo
O futuro será “grisalho”. O futuro será idoso e dos idosos
18/01/12, 16:38
Por Joaquim Parra Marujo* No futuro teremos uma nova geração de pessoas idosas. Dessa geração de “maiores”, os idosos que realizem um envelhecimento activo terão outra qualidade de vida e uma melhor saúde física, emocional, mental, cognitiva e espiritual.
Vejamos alguns dados estatísticos para compreendermos “quem é quem” dentro de 20 anos. As previsões das Nações Unidas referem que até ao ano de 2050, os países da Europa do Sul, terão as mais altas proporções de pessoas com ou mais de 65 anos de idade. Em Portugal e segundo as projecções do INE “o número de idosos com mais de 65 anos será de 2,95 milhões em 2050, (…) e em 2046 a proporção de população jovem reduzir-se-á a 13% e a população idosa aumentará dos actuais 17,2% para 31%”.
No mundo, o número de idosos aumentará rapidamente e passará de 606 milhões (no ano 2000) para perto de 2 mil milhões em 50 anos. O aumento será mais marcante nos países pobres, onde a população idosa se quadruplicará, passando de 374 milhões para 1,6 mil milhões. Este novo quadro demográfico tanto pode ser um perigo como uma nova oportunidade visto que, ser-se velho, comporta em si mesmo um estatuto de experiências, olhares-saberes e olhares-saber-fazer a serem aproveitados. Simultaneamente, é o estigma de um ser já desvinculado social, cultural e economicamente que transporta o rótulo e a etiquetagem do mito da inflexibilidade face à mudança, o mito da improdutividade laboral e o mito da (falta de) auto-estima.
Com os dados demográficos apresentados e com as iatrogenias do envelhecimento urge a necessidade de estreitar a relação entre a população idosa e a juventude (a intergeracionalidade). Cabe às universidades prepararem licenciados em Gerontologia, os Gerontólogos, preparados cientificamente para planearem e intervirem na prevenção da estabilidade da arquitectura: intelectual, informacional, lúdica, perceptiva, sensorial e cinestésica da pessoa idosa.
As doenças, consideradas, do envelhecimento, provocam na pessoa idosa sentimentos de vazio social, dependências – familiar, económica, social, cultural e política – e de exclusão social. Toda esta problemática causa inúmeros sofrimentos ao idoso, contribuindo significativamente para a estigmatização, o isolamento e a exclusão social, levando-o à tristeza e depressão. Deprimido, aliena-se de tudo o que o rodeia, terminando na sua morte por isolamento familiar, espacial e sociocultural.
Para que “o mais velho” usufrua de uma melhor qualidade de vida – saúde física, psicológica e espiritual – urge estimulá-lo através de actividades psicomotoras (educação física), de estimulação cognitiva (leitura, música, pintura, etc.), técnicas de relaxamento e de meditação (o envelhecimento activo). Todas estas actividades optimizarão a auto-estima, a autoconfiança e a auto-imagem.
O “cuidador de pessoas idosas”, o gerontólogo, deverá estar munido de conhecimentos de artes expressivas, científicos, metodológicos, ergonómicos, tecnológicos, funcionais e éticos para proporcionar uma intervenção de qualidade a nível da dimensão cultural e social, da participação comunitária, do associativismo e dos aspectos pessoais e educativos. * Doutor em Antropologia Social e Cultural, Mestre em Clínica de Saúde Mental e Diretor da Licenciatura em Gerontologia Social, na Escola Superior de Educação João de Deus. Fonte:http://www.oje.pt/suplementos/mais-responsavel/coluna-de-opiniao/o-futuro-sera-grisalho-o-futuro-sera-idoso-e-dos-idosos

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“DOUTOR” GERONTÓLOGO

O Doutor Gerontólogo é um Grupo de Discussão e Debate, que pretende abordar assuntos relacionados com a profissão de gerontólogo. Existem várias áreas profissionais que “receiam” esta nova profissão. Assim sendo, torna-se fundamental a disseminação de informação acerca dos gerontólogos enquanto profissionais e quais as suas competências, assim como também a divulgação do Universo Gerontológico. O gerontólogo não pretende preencher o lugar de diferentes, nem pode, o que o gerontólogo pretende é desempenhar as suas funções de acordo com as suas competências.

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APLICAÇÃO DO CONHECIMENTO E IDENTIDADE PROFISSIONAL DO GERONTÓLOGO

Intervenção com o Idoso:

Avaliação integral do idoso atendendo aos aspectos biopsicossociais.

Identificação e distinção de doenças e debilidades inerentes ao envelhecimento primário e secundário (patologias).

Intervenção ao nível dos equipamentos e serviços de apoio ao idoso:

Administração, gestão e direcção técnica de instituições e serviços de apoio ao idoso.  Desenvolvimento de programas de adaptação ambiental e de cuidados domiciliários.

Desenvolvimento de programas de apoio a cuidadores informais.

Desenvolvimento de programas de envelhecimento activo e produtivo: programas de animação sociocultural e expressão artística, programas de saúde e bem-estar físico, programas   inter-geracionais,   programas   educacionais   (formais   e  informais), programas de voluntariado e de emprego sénior.

Prestação de cuidados de saúde básicos como:

Higiene

Adequação da dieta.

Identificação das necessidades de
organização.

Análise crítica.

Organização e administração da medicação oral prescrita medicamente.

Execução de técnicas de estimulação motora e funcional.

Execução de técnicas de estimulação psíquica e psicológica.

Revelar capacidades comunicacionais e de empatia com o idoso de modo a melhor compreender o universo conceptual real e simbólico do idoso.

Identificação e intervenção em situações de negligência e maus-tratos a idosos.

Assessoria legal e defesa dos direitos do idoso.

Intervenção em grupos não específicos de idosos:

Investigação científica aplicada aos idosos e ao envelhecimento.

Participação e desenvolvimento de políticas, programas e projectos: acção directa juntos actores políticos e públicos; consultadoria a actores políticos e públicos; participação em movimentos de cidadãos idosos.

Formação e treino de cuidadores formais e informais: diagnóstico de necessidades de formação, planeamento de acções formativas; concepção de intervenções, desenvolvimento de ferramentas e suportes pedagógicos; acompanhamento e avaliação de intervenções ou actividades formativas.

Integração em equipas multidisciplinares: capacidade de desenvolver trabalho interdisciplinar com colegas com outras formações, designadamente da área: da saúde, serviço social, sociologia, psicologia, economia e gestão, desporto.

Execução de técnicas de estimulação psíquica e psicológica.

Revelar capacidades comunicacionais e de empatia com o idoso de modo a melhor compreender o universo conceptual real e simbólico do idoso.

Identificação e intervenção em situações de negligência e maus-tratos a idosos.

Assessoria legal e defesa dos direitos do idoso.

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Artigos por Vasco Fernandes:

  • Promover o Envelhecimento.
  • Diabetes.
  • Que mundo é este? (Esxclusão Social)
  • Desabafo Fotográfico.
  • Devemos a nossa existência aos nossos Avós.
  • Dimensões da Exclusão Social.
  • Incluir – Escluir.
  • Exclusão Social – Fenómeno Multidimensional

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Escrito por Vasco MCS Fernandes

2010/01/13 em 7:36 pm

Na categoria Gerontologia